Projeto Redes Verdes Vivas vai capacitar mulheres agricultoras e promover ações ambientais em Santa Cruz

O Projeto Redes Verdes Vivas foi apresentado em 20 de outubro de 2026, no Memorial da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc). A iniciativa reúne ações de sustentabilidade, educação ambiental e valorização das mulheres do meio rural.

Promovido pela CPFL RGE em parceria com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), o Município de Santa Cruz do Sul e a Unisc, o projeto integra um piloto desenvolvido em sete municípios gaúchos. Segundo os organizadores, a proposta combina formação e atividades ambientais.

Em Santa Cruz do Sul, mulheres agricultoras familiares estão entre as participantes previstas, e a iniciativa também alcança Vera Cruz, conforme informou a CPFL RGE. O projeto foi apresentado no município em 20 de outubro.

Projeto Redes Verdes Vivas

A Fetag-RS organiza a proposta em frentes que abrangem formação rural, educação ambiental e melhorias no ambiente. A CPFL RGE também relaciona o trabalho ao plantio adequado de árvores e à segurança da rede elétrica.

Formação de mulheres agricultoras familiares em Santa Cruz

Em Santa Cruz do Sul, a proposta prevê formar 30 mulheres agricultoras familiares ao longo de dois anos. Salete Faber, diretora do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Santa Cruz e Região e coordenadora regional das mulheres da Fetag-RS, afirma que a iniciativa valoriza os saberes populares e os conhecimentos aplicados nas propriedades rurais.



As atividades devem incluir oficinas práticas e formação pessoal, com encontros que combinam teoria e prática. O primeiro está previsto para 27 de novembro, e o ciclo terá oito encontros formativos.

Ao comentar a iniciativa, Faber disse que o projeto ajuda a evidenciar o trabalho das agricultoras familiares, que, segundo ela, às vezes passa despercebido. A formação do Projeto Redes Verdes Vivas foi apresentada como uma oportunidade de reconhecer esse trabalho e os conhecimentos das participantes.

Frentes ambientais e parcerias do projeto Redes Verdes Vivas

De acordo com Agnaldo Barcelos, tesoureiro e coordenador de projetos da Fetag-RS, o programa está organizado em quatro frentes: reposição de árvores, melhorias ambientais em áreas públicas, educação ambiental para estudantes e formação de mulheres rurais. As atividades também incluem iniciativas voltadas à preservação e à geração de renda.

A educação ambiental será direcionada a alunos do terceiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. Barcelos resumiu o desafio da proposta como “produzir preservando e preservar produzindo”, associando a conservação ambiental à busca por alternativas de renda.

Eduardo Döring, consultor de Negócios da CPFL RGE no Vale do Rio Pardo, explicou que uma das metas é conscientizar a população sobre o plantio adequado e os cuidados com árvores próximas à rede elétrica. Segundo ele, árvores de grande porte junto à rede podem causar transtornos e interrupções no fornecimento de energia.



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