O papel de Zucco e Silvana nas eleições
Durante um evento ocorrido em Santa Cruz do Sul na última quinta-feira (21), os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, deputado federal pelo PL, e Silvana Covatti, deputada estadual pelo Progressistas, se reuniram com diversas lideranças de entidades do setor. Este encontro foi parte da agenda denominada “Diálogos ACI”, uma iniciativa da Associação Comercial e Industrial de Santa Cruz do Sul (ACISC) para promover um espaço de diálogo entre os postulantes e o setor produtivo local.
Desafios do Rio Grande do Sul para 2027
No discurso, Zucco fez uma análise detalhada da situação atual do Rio Grande do Sul, enfatizando os obstáculos que o governo enfrentará a partir de 2027. Conforme suas palavras, o estado apresenta o menor crescimento do Brasil nas últimas duas décadas, com uma perda significativa de competitividade em relação a estados como Paraná e Santa Catarina. Isso, segundo ele, demanda reformas urgentes em várias áreas.
O pré-candidato mencionou a necessidade de um plano para revitalizar a competitividade do estado, abordando questões como a inadequação dos serviços públicos e a importância de um estado que propositalmente incentive o desenvolvimento e a inovação.
Análise da educação no Estado
Um dos pontos altos da fala de Zucco foi a atuação da educação no estado, onde o Rio Grande do Sul se posiciona em 25° lugar no índice de alfabetização nacional. Ele expressou sua insatisfação com a recente política de aprovação de alunos, que permite que estudantes passem de ano mesmo reprovando em até quatro disciplinas. Para Zucco, essa prática é inaceitável, e ele se comprometeu a revisar essa estratégia caso vença as eleições.
Esse aspecto reflete um dos principais desafios que o estado precisa enfrentar para recuperar sua posição no cenário educacional brasileiro.
Infraestrutura logística: um desafio urgente
Outro tema abordado pelo pré-candidato foi a precariedade da infraestrutura logística do Rio Grande do Sul, que, na visão de Zucco, é essencial para o crescimento econômico do estado. Durante seus encontros, ele escutou frequentemente sobre os problemas enfrentados com rodovias danificadas e a falta de atenção às ferrovias e hidrovias, que têm um papel crucial na conexão entre os diversos polos econômicos da região.
A deterioração dessas vias afeta diretamente a movimentação de bens e serviços, impactando a competitividade não apenas de setores locais, mas de toda a economia gaúcha.
Investimentos necessários para o crescimento econômico
O pré-candidato destacou que são imprescindíveis investimentos estruturais, tanto em rodovias como na melhoria e manutenção de ferrovias e hidrovias. Ele argumentou que o atual modelo de gestão não tem conseguido atender a demanda do setor produtivo, o que resulta em perda de oportunidades e um cenário econômico desfavorável.
Além disso, propostas de desburocratização e a criação de um ambiente que favoreça o empreendedorismo foram mencionadas como fundamentais para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento econômico.
A importância da cadeia produtiva do tabaco
Na reunião, Zucco também tocou na relevância da cadeia produtiva do tabaco, ressaltando seu impacto significativo na economia do Vale do Rio Pardo. Este setor é vital não apenas pela geração de empregos, mas também pela contribuição que faz nas exportações e na arrecadação de impostos, o que, segundo ele, necessita de um olhar atencioso por parte do governo.
Segundo Zucco, a cadeia do tabaco é responsável pela subsistência de numerosas famílias de pequenos agricultores, e é essencial que medidas sejam tomadas para proteger e promover o setor, garantindo sua sustentabilidade e capacidade competitiva.
Demandas do setor produtivo e propostas
Os representantes do setor, que estavam presentes na reunião, expressaram suas preocupações e apresentaram demandas diversas. Carlos Sehn, do Sinditabaco, enfatizou a urgente necessidade de articulação com o governo federal para que o próximo governador busque soluções para o combate ao contrabando de cigarros e a regulamentação do mercado de cigarros eletrônicos.
Além disso, as lideranças do setor produtivo apresentaram propostas relacionadas à necessidade de uma carga tributária mais justa, afirmando que os pequenos negócios têm enfrentado um aumento significativo de tributos, o que inibe o desenvolvimento e a geração de empregos.
A aproximação entre o governo e empresários
O encontro foi visto como uma oportunidade para estreitar os laços entre a política e o setor empresarial, permitindo que os líderes empresariais apresentem suas dificuldades e colaborem na construção de um futuro mais próspero para o estado. Marco Antônio Borba, presidente da ACISCS, ressaltou que essa interação é crucial para a construção de propostas que enderecem os reais desafios do Rio Grande do Sul.
Para ele, a proximidade entre o setor produtivo e os candidatos possibilita um alinhamento mais eficaz das políticas públicas que atendam aos interesses do estado.
Relevância do encontro para a região
Este tipo de encontro não só permite um canal de comunicação entre os candidatos e a população, mas também serve como um termômetro das expectativas e anseios dos cidadãos. As demandas trazidas ao encontro refletem a realidade que os empresários enfrentam no dia a dia e a necessidade de um governo mais proativo e menos burocrático.
A participação ativa de diversas entidades demonstrou o interesse da comunidade em influenciar positivamente as decisões políticas que impactam diretamente o seu cotidiano.
Os próximos passos para o desenvolvimento regional
Ao final da reunião, as entidades presentes entregaram um documento contendo demandas e sugestões que abrangem diversas áreas, incluindo infraestrutura, saúde, segurança pública, e desenvolvimento regional. A expectativa é que tais propostas sejam levadas em consideração pelos candidatos, que, se eleitos, terão a responsabilidade de implementar mudanças significativas e necessárias.
Além de todos os pontos tratados, é crucial que os pré-candidatos se comprometam a manter um diálogo aberto com a sociedade civil, garantindo que as vozes da população sejam ouvidas nas decisões políticas e administrativas que afetam o Rio Grande do Sul.

