Objetivos da Visita Técnica
Em 2 de março, o Plano Recupera Rural RS organizou uma visita técnica em Arroio do Ouro, no município de Estrela (RS), com o objetivo de avaliar os danos na margem do Rio Taquari, onde foi identificado o rompimento do talude e o agravamento da erosão. Esta atividade faz parte de um projeto coordenado pela Embrapa, que envolve várias instituições e visa auxiliar na recuperação tanto produtiva quanto ambiental de áreas rurais que foram impactadas por mudanças climáticas severas no Rio Grande do Sul.
Participação das Universidades
O evento contou com a presença de representantes de diversas instituições, incluindo a Embrapa, a Prefeitura de Estrela, a Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) e a Universidade do Vale do Taquari (Univates). Durante a atividade, as equipes exploraram a área do rio utilizando barco e realizaram registros aéreos com drones, o que permitiu uma melhor visualização da dinâmica da margem e a identificação de pontos críticos para a erosão.
Erosão e Impactos Ambientais
Segundo o pesquisador Ernestino Guarino, da Embrapa, essa visita técnica é parte do diagnóstico das áreas afetadas. O propósito é compilar informações que ajudem a formular estratégias de recuperação para as margens do rio. Ele enfatiza a importância de entender o processo erosivo atual para desenvolver alternativas de recuperação adequadas.

Estratégias para Recuperação
A visita também se concentrou na necessidade de repensar como as margens do rio são ocupadas e de identificar tecnologias que possam contribuir para a recuperação dessas áreas. O foco é garantir mais segurança para os agricultores e as comunidades locais que dependem dessas regiões.
Importância da Vegetação Ciliar
O talude é a inclinação natural que forma a margem do rio, requerendo proteção para garantir sua estabilidade. Quando a vegetação ciliar, que desempenha um papel crucial na proteção e estabilização do solo, é removida, isso pode levar a deslizamentos e ao avanço das águas. Durante a vistoria, sinais de instabilidade do solo foram observados, evidenciando a carência de vegetação nativa em diversas áreas da margem.
Avaliação de Taludes
Ernestino destacou que a erodibilidade da margem do Rio Taquari aumentou, especialmente após eventos significativos de chuva ocorridos em 2024 e nos meses de setembro e novembro de 2023. Adicionalmente, em diversos locais, observou-se a total desproteção da margem, o que agrava o problema da erosão.
Colaboração entre Instituições
A equipe de pesquisadores da Unisc participou ativamente da visita, trazendo sua expertise em gestão de bacias hidrográficas. A professora Priscila Mariane comentou que é essencial que as universidades contribuam para as soluções de problemas ambientais locais, aplicando conhecimento técnico a esses desafios. “Estamos focando em soluções que considerem a interação com o meio ambiente, integrando a engenharia com processos ecológicos”, afirmou.
Registros Aéreos e Técnicas de Avaliação
Dentre as técnicas utilizadas durante a visita, os registros aéreos foram valiosos para a análise detalhada do comportamento da margem do rio, identificando as áreas mais afetadas e permitindo um mapeamento eficaz dos pontos críticos. Essa abordagem inovadora fornece um suporte visual que complementa os dados obtidos em campo.
Desafios da Recuperação Ambiental
Um dos desafios destacados é a necessidade de uma abordagem holística na recuperação das margens do rio. Ernestino ressaltou que não se trata apenas de estabilizar o talude, mas de considerar a reconstituição da vegetação nativa como parte fundamental da estratégia. Essa recuperação trará segurança para as comunidades e poderá melhorar a produção agrícola nas áreas circunvizinhas.
Próximos Passos do Projeto
No período da tarde, as equipes se reuniram na Secretaria de Desenvolvimento, Inovação e Sustentabilidade para iniciar o processo de diagnóstico. O intuito é que, com base nas análises realizadas, um projeto técnico seja elaborado, visando soluções que contemplem contenção e restauração ambiental ao longo do trecho do Rio Taquari, e assim promover a redução dos riscos sofridos por essas áreas e garantir sua recuperação sustentável.


